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26/7/2006
- SULAMÉRICA PRESTES A DEIXAR SAÚDE INDIVIDUAL
FONTE: GAZETA MERCANTIL
Denise Bueno
A SulAmérica Seguros está prestes a se livrar da carteira de seguro saúde individual, o patinho feito do setor, com a venda para a Golden Cross. O segmento há tempos trazia prejuízo não só para ela, mas para todas as seguradoras que nele atuavam. Hoje, das doze seguradoras que operam com a carteira, nenhuma vende seguro saúde individual, apenas empresarial. Segundo fontes próximas da negociação, o acordo está em fase adiantada e pode ser divulgado em breve.
Há praticamente três anos a SulAmérica vem se reorganizando, livrando-se de contratos, produtos e operações deficitárias, para que a companhia volte a ter rentabilidade. As mudanças mostram sinais positivos, como o lucro líquido de R$ 46,5 milhões no primeiro trimestre deste ano, suficiente para acalmar o ING, o sócio holandês. O prejuízo foi de R$ 38,8 milhões em 2005 e de R$ 81,5 milhões em 2004.
Previdência, vida, automóvel, residencial, saúde empresarial e riscos empresariais, ramo em que fechou recentemente uma parceria com a francesa AXA, são os prioritários da SulAmérica. Dos R$ 2,7 bilhões em prêmios até maio deste ano, alta de 2,2%, saúde representou R$ 1,4 bilhão, com cerca de 1,5 milhão de segurados. Desse valor, o individual, que chegou a representar 80% das vendas, responde hoje por 25%. Ou seja: R$ 350 milhões.
A Golden foi salva da falência em 1997, com uma proposta de administração da americana Cigna, que administrou a companhia por dois anos, colocou milhões de dólares para saneá-la, mas deixou o Brasil dois anos depois. Desde então, a Golden vem apostando no mercado e hoje tem 60% dos clientes corporativos e 40% individuais, com vendas totais de R$ 881 milhões em 2005.
"O setor já passou por sérios problemas, hoje minimizados pelos acordos feitos com o governo, quem controla o preço dos planos e seguros individuais, para autorizar reajustes de preços, o que trouxe de volta a rentabilidade. Tanto que a Medial está pedindo à Bovespa autorização para abrir capital. Se não fosse um segmento rentável, a empresa não investiria para abrir capital ou lançar debêntures", disse um consultor.
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